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GUINEENSES VISITAM A VIA SANTONY

O Projeto “Veja Via Santony”, que visa fortalecer a relação entre a comunidade e instituições que tenham como finalidade promover a educação cidadã, recebeu em sua fábrica a visita de membros da Guiné-Bissau, cujo objetivo é implementar o setor de confecções e vestuário no país, dada a grande importância na economia e principalmente por ser um forte gerador de empregos e capacitação pessoal. Como uma fábrica de vestuário masculino, a Via Santony exerce posição importante no cenário paulista e está entre os primeiros na produção de artigos confeccionados, e por este motivo, está capacitada em dividir seus amplos conhecimentos na área contribuindo desta forma com os países em desenvolvimento.

Toninho da Via Santony

Essa visita à Fábrica Via Santony proporcionou ao grupo guineense a oportunidade de conhecer as fases da produção do vestuário masculino, da compra de matéria-prima até a comercialização. Apesar de seguir, basicamente, os mesmos procedimentos praticados na confecção em geral, para a criação de trajes a rigor existem muitas particularidades, principalmente no que se refere à maneira correta de trabalhar com os tecidos; ao uso dos moldes; das máquinas de costura; e à finalização das peças, que resultam na necessidade de buscar profissionais qualificados para atuar nesse segmento.

Antonio Valter Trombeta, proprietário da marca, diz-se satisfeito em contribuir com este projeto. “Na Guiné-Bissau existe uma carência de mão de obra especializada em confecção. e a implantação de cursos específicos neste país é de extrema importância. Os profissionais da área de costura que apresentarem a devida qualificação não lhes faltarão grandes chances de emprego ou de realizarem bons negócios.” Esta ação mostra que, com empenho, a população pode obter mais benefícios ao removerem barreiras que impeçam o desenvolvimento cultural. “Todos no mundo queremos e precisamos das mesmas coisas: saúde, educação, emprego, justiça, direitos humanos. Torna-se evidente que é necessário o compartilhamento de experiências, que promova o bem-estar de pessoas, a paz e oportunidades para todos”, finaliza Antonio.

CONHEÇA UM POUCO SOBRE A GUINÉ-BISSAU

A Guiné-Bissau, oficialmente República da Guiné-Bissau, é um país da costa ocidental de África. Faz fronteira a norte com o Senegal e a sul e oeste com o oceano Atlântico. Além do território continental, integra ainda cerca de oitenta ilhas que constituem o Arquipélago dos Bijagós, separado do continente pelos canais do rio Geba, de Pedro Álvares, de Bolama e de Canhabaque. Sua capital é a cidade de Bissau, sua moeda é Franco e a língua oficial é o português.

Foi uma colônia de Portugal desde o século XV, teve sua independência declarada em 24 de setembro de 1973 e reconhecida pelo colonizador em 10 de setembro de 1974. Assim, Guiné-Bissau foi a primeira colônia portuguesa no continente africano a ter a independência reconhecida por Portugal.

Composição étnica

A população da Guiné-Bissau é etnicamente diversa e tem muitas línguas, costumes e estruturas sociais distintos. Ela pode ser dividida nos seguintes grupos étnicos: fulas e os povos de língua mandinga, que compõem a maior parte da população e estão concentrados no norte e nordeste do território; os balantas, que vivem nas regiões costeiras do sul; e os mandjacos, que ocupam as áreas costeiras do centro e norte. A maioria do restante são mestiços, com ascendência mista de portugueses e africanos, além de uma minoria de Cabo Verde

Os nativos de Portugal compreendem atualmente uma percentagem muito pequena da população do país. Depois que Guiné-Bissau conquistou a independência, a maioria dos cidadãos portugueses deixou o país.

Idiomas

Apenas uma pequena minoria da população do país tem o português, língua oficial e idioma usado pelo governo desde os anos coloniais, como língua materna. Cerca de 27,1% os guineenses consegue falar este idioma, principalmente como segunda língua. Cerca de 90,4% da população fala kriol, uma língua crioula baseada no português e que é efetivamente a língua nacional de comunicação. O restante fala uma variedade de línguas africanas nativas de suas etnias. A maioria dos portugueses e mestiços falam uma das línguas africanas e o crioulo como segunda língua. O francês é ensinado nas escolas, porque o país é cercado por nações de língua francesa, além de ser membro da Francofonia.

Cultura

Guiné-Bissau possui um patrimônio cultural, rico e diversificado. As diferenças étnicas e linguísticas produziram grande variedade na dança, na expressão artística, na tradição musical e nas manifestações culturais. A dança é, contudo, uma verdadeira expressão artística dos diversos grupos étnicos. Os povos animistas caracterizam-se pelas belas coreografias e fantásticas manifestações culturais que podem ser observadas em diversas ocasiões como colheitas, casamentos, funerais e cerimônias de iniciação. E o estilo musical mais importante é o gumbé.

Economia

O produto interno bruto (PIB) per capita da Guiné-Bissau é um dos mais baixos do mundo, enquanto que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) também é um dos piores do planeta. Mais de dois terços da população vive abaixo da linha da pobreza. A economia depende principalmente da agricultura; peixes, castanha de caju e nozes moídas são os seus principais produtos de exportação.

Um longo período de instabilidade política resultou em uma atividade econômica deprimida, na deterioração das condições sociais e no aumento dos desequilíbrios macroeconómicos.

A Guiné-Bissau começou a mostrar alguns avanços econômicos depois que um pacto de estabilidade foi assinado pelos principais partidos políticos do país, levando a um programa de reforma estrutural que foi auxiliado pela Fundo Monetário Internacional (FMI). Os principais desafios para o país no período que se avizinha são atingir a disciplina fiscal, reconstruir a administração pública, melhorar o clima econômico para o investimento privado e promover a diversificação econômica.

Para saber mais sobre Guiné-Bissau, acesse o Acervo Público.

Fotos acervo.publico

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